Vitrines Da Vida

Com o primeiro amor

O amor era majestoso.
Anos de casamento. Mais de trinta de anos.
E o mesmo amor persistia sem modificação nenhuma.
Havia desejo, carinho, respeito, amizade e cumplicidade.
As palavras sucessivamente afáveis administrava qualquer situação com serenidade.
Contemplar aquele casal causava contentamento – faz acreditar no amor. No primeiro.
A mulher que eu amo me ama também – dizia, ele, convicto. – Ela não tem defeitos. É perfeita na pele, no corpo e na alma.
Ambos tinham tudo que o outro queria.
Nas memórias os anos corridos.
O primeiro encontro ocorrera na festa de formatura de uma amiga. Dançaram embalados por uma bela canção de amor.
O primeiro beijo surgiu, municiado de tanta emoção, quando a deixou em casa.
Os encontros seguintes…
Após um ano e meio o noivado…
O enlace. Reunião aprovada pelas famílias. Fora uma grande festa.
A tímida lua de mel.
Fora tocada e amada. O encanto inesquecível do primeiro orgasmo.
E quantas noites de amor de lá para cá…
Com o tempo os filhos foram nascendo, alegraram a casa…
Não houvera tristeza. Vontade de chorar.
Pois se compreendiam.
E mesmo nas horas mais complicadas tudo fora conduzido com respeito. Nada de alterações.
Casal simples.
As famílias tradicionais.
Seriam, somente, aparências? Indagavam as pessoas.
Ninguém é feliz completamente?
No casamento esse desafio é maior: duas pessoas que se conhecem e passam a conviver, vêm às descobertas, defeitos e qualidades, tudo necessita de compreensão.
Naquela época nada era por impulso como hoje.
O amor existia…
Ela casou-se com seu primeiro amor, se fosse diferente, não saberia responder se é possível amar mais que uma vez na vida.
Eu não sei responder…
E você?

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