Vitrines Da Vida

Desejo guardado

Ela o amou e o perdeu porque sabe que para os dois não tem mais jeito, o tempo se esgotou para aquele amor.
O tempo se acabou assim tipo chuva num dia de sol vivo que deixa um calor insuportável.
E, assim depois de tanto tempo marcaram um reencontro. Dois anos, praticamente.
Dois anos de saudade.
Dois anos de lembranças.
Dois anos que em todos os dias ao amanhecer ele invadia seu pensamento, seu viver.
Tomou um banho morno, demorado. Vestiu-se elegantemente, fez uma leve maquiagem, borrifou seu perfume preferido, o que ele mais gostava. Conferiu o visual no espelho várias vezes para se certificar que estava bem. Pelo menos por fora.
Não estava com vontade de dirigir, ligou e pediu um táxi.
Ele chegou com cinco minutos de atraso, de longe já o avistara em meio à multidão.
O coração disparava a cada passo dele se aproximando.
Enfim o reencontro. Cumprimentaram-se com um leve beijo nos rostos.
__ Quanto tempo – comentou sorrindo na alma. “Meu amor, minha vida” – pensou, quase deixando escapar as palavras.
Almoçaram juntos.
O maior inimigo deles, o tempo, não dera trégua, passava depressa demais.
Falaram sobre suas vidas.  Sem muitas novidades.
A vontade de ambos era se jogar nos braços um do outro sem pudor, sem receio, sem reservas, mas sempre se reprimiam.
Nos pensamentos tantos desejos. Desejos guardados.
Começariam com um leve beijo que se intensificaria a cada segundo, a cada respirar ofegante, seguindo o bater dos corações acelerados, o beijo se tornaria profundo, sem fôlego. As mão seriam atrevidas ao extremo. Percorreriam os corpo quentes. Nesse instante ainda estariam dentro do carro, dentro do estacionamento de um shopping, teriam que se conter até chegarem a suíte de um hotel.
Os pensamentos iam longe…
Estavam nessa suíte com mais beijos, com mais mãos ousadas, com carinhos há tantos anos esperados, carinhos que o faziam completos e felizes, com carícias enlouquecedoras. Nus as peles se chocariam tipo gelo e fogo. Uma sensação delirante invadiria as mentes amantes.
E nada mais poderia ser feito, senão um ato profundo de amor. Ele a penetraria com mansidão, com amor, com paixão, inflamando tudo ao redor. O ato se repetiria na breve tarde, na longa noite… por “toda” suas vidas.
Quantos beijos.
Quantos abraços.
Entretanto tudo fora fruto somente da imaginação, do querer refreado… dele. Dela.
 
 

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