Gatos

Gasparzinho

Quando veio para cá cabia na palma da mão.
Tão pequeno…
Tão branquinho…
Tão levado…
Recebeu o nome de Gasparzinho.
Logo se sentiu a vontade no ambiente, na época tinha somente mais dois gatos, hoje são dezessete.
E cada um que chegou foi recebido por Gasparzinho com repúdio e indiferença.
E mais de três anos se passaram, Gasparzinho cresceu…
Sempre teve personalidade forte.
Um gato inteligente que só falta falar.
Quando Sarah teve filhotes, por inexperiência nossa e dela, os filhotes nasceram e ficaram espalhados pelo chão da sala, logo Gasparzinho resolveu a situação, foi à porta do meu quarto e miou até me acordar, como não dei atenção, ele começou a arranhá-la até que eu abrisse.
Correu para sala e me mostrou o ocorrido.
O resto da noite foi calmaria.
Mudei para uma casa maior, o que para Gasparzinho virou festa.
Adorava pular para o quintal da casa de baixo e lá matar as baratas e fazer suas necessidades, era um sobrado o local.
Certa noite a torneira estourou e ia despejar água a noite toda, porém Gasparzinho resolveu isso também, miou e arranhou a porta do quarto até me acordar.
Agora, sempre que ele começa a miar vou logo averiguar o ocorrido.
Muitas vezes me irrito porque ele quer somente que eu tire um dos gatos que deitou no lugar dele.
Hoje Gasparzinho vive com seus dezessete irmãos, brinca com alguns, briga com outros.
Cheio de mania.
Cheio de manha.
Sua expressão de irritação se destaca quando num tom de gozação digo.
“ Esse menininho quando veio para cá cabia na palma da mão.”
Seu pelo é branco naturalmente e ele odeia tomar banho, chora demais, mesmo assim toma seu banho mensal de cara fechada e seu jeito peculiar de ser – implicante.

Compartilhar