Vitrines Da Vida

Olho por olho

Existem pessoas que guardam no âmago tantas magoas. Fazem da vida um carrossel de amarguras. Será por inveja, incapacidade ou simplesmente esse comportamento faz parte de sua índole, espontaneamente?
Sara sempre fora assim…
Traventa e nefária em suas palavras e ações. Todos a viam como a bondade em pessoa. Mas essa bondade tinha um alto preço.
O único sentimento que as pessoas passaram a ter por ela foi piedade. Sara esqueceu-se de si para viver para os outros… e o tempo passou.
A juventude se foi. As forças foram se esgotando. Um processo normal na caminhada humana, porém a pessoa pode viver em harmonia, principalmente, consigo mesma para ter serenidade diante das situações complicadas e exalar energia positiva, aumentando assim, a chance de vencer cada obstáculo.
Mas Sara perdeu a auto-estima, o amor próprio e a pretensão de viver.
Fazia da vida das pessoas uma crucificação.
Passou a desejar mal a si mesma.
Passou a vangloriar com as tristezas alheias. Se atirassem nela uma pedra, ela atirava cem. Se lhe fosse dado um alerta na intenção de ajudá-la evoluir, entendia errado. No seu pensamento somente coisas negativas, dinheiro e a felicidade em saber que as pessoas que lhe fizeram algo estavam tendo algum problema.
O tempo foi passando…
E passou.
Sara chegara à terceira idade enferma. Uma moléstia na alma. Sua sentença: a morte lenta e sofrida, revertendo a si mesma toda negatividade enviada aos outros.
Na vida nem sempre vale a pena saber quem vai perder ou ganhar. Nem tudo pode ser olho por olho.

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