Vitrines Da Vida

Homicídio doloso

Tudo começou como uma brincadeira! Um dos meus leitores e eu… o desafiei. E ele adora desafios! Não deu outra, fizemos um conto juntos.
Meu leitor e meu amigo Mateus Vilas Bôas – morador de Passos, MG.
Mateus valeu!
Você tem muito talento.
A seguir a história!
Boa leitura.

A fantasia é algo mágico…
Invasão de sentimentos. Arco Iris no temporal.
Porém ao realizar essa fantasia pode ocorrer o homicídio doloso de seus sonhos.
Foi assim com Mateus.
Jovem tranquilo, seu jeito de ser transmitia uma calma sem fim. Findando a puberdade tinha tantos objetivos.
Reservado tinha poucos amigos. Arriscou-se em algumas paixões, dessas que fazem tirar os pés do chão.
Naquele final de primavera vivera algo que o fez viajar sem sair do lugar.
Como todos os jovens sua mania – trocar o almoço por um fast food. Enquanto esperava na fila – pra variar no Brasil para tudo se pega fila, haja paciência, conversou alguns minutos com uma jovem atraente que deixou tatuado em sua memória tantos desejos.
No final levara no celular o número do telefone dela.
E sempre se falavam…
Sobre suas vidas…
Sonhos…
Projetos…
Por fim sabiam muito um do outro.
As conversas tornaram-se um jogo fascinante de palavras…
Mateus adorava jogar com as palavras.
“As palavras são fascinantes” – afirmava ele.
Mas era nas suas fantasias que residia o melhor de tudo já vivido.
Perdia-se sem medo…
Percorria pelo corpo brando e torneado. Entrava e saia. No escuro do quarto melancólico pela ausência alheia, seus gemidos eram únicos.
Fechava os olhos e sentia o gosto doce do beijo. Sentia forte emoção.
Quantos sonhos inocentes!
Era abraçado, aninhava-se sem receio.
E finalmente explodia num orgasmo incompreensível.
Sentia o que jamais tinha sonhado. Esquecia-se do tempo passando.
Precisava se perder.
No entanto, as fantasias se resumiam na obscura solidão daquele quarto.
E somente sonhava com ela, tentando trazer para a realidade o momento impar…
Tudo aquilo não o satisfazia, ele queria mais.
Passava noites em claro imaginando como poderia trazê-la para si.
Como tomá-la em seus braços… beijar aquela boca marcante e sensual…
Percebia que o tempo não passava quando falava com ela, ficavam até altas horas da noite conversando sobre tantos assuntos, das coisas banais até as coisas mais sofisticadas.
A conexão entre eles era evidente, mas a timidez não deixava-o ir em frente, não sabia como manifestar seu desejo.
Palavras,
Gestos,
Ou atitudes…
A decisão tinha que ser tomada.
O desejo discorria mais altivo. Não só pelo corpo ardente e sensual, mas pela maneira de usar as palavras.
“E dizem que palavras são como o tempo, não podem mais voltar.”
As suas atitudes… Sim! Atitudes.. que também manifestavam um sentimento por Mateus…
Isto era fato… O seu jeito subliminar… o seu olhar marcante…
As cartas estavam na mesa…
Seria um jogo do destino?
Mateus tomou a decisão e a sorte foi lançada.
Marcaram um encontro…

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