Vitrines Da Vida

Por vários anos

Não sabia o por quê, pois ele não saia de sua cabeça.
De seus pensamentos.
Já ouvira tantas histórias de amores mal resolvidos, agora, vivera nessa estranha situação.
Um drama.
Carregara a convicção que não amaria pelo menos antes dos vinte cinco anos.
A onda seria ficar.
Beijar uma boca diferente sem se vulgarizar.
Escolhia bem os homens que queria.
Para cama era mais cautelosa. A primeira vez foi aos dezenove anos, nem faz tanto tempo, somente dois anos e pouco.
Mas com Luan tudo foi diferente.
Foi reprimida da vontade de senti-lo todo.
Homem diferente de todos que conhecera.
Tinha uma “pegada” perfeita…
Seu beijo levava à lua.
Seus toques despia-a sem tirar sequer uma peça de roupa.
Deixava-a louca de vontade. Porém no auge da situação jogava-a um balde de água fria. Despedia-se e partia sem explicação.
Será isso que a fizera se apaixonar plenamente.
Pensava nele o tempo todo.
Encontravam sempre e a mesma situação se repetia.
Estava a ponto de lhe pedir pelo amor de Deus que a amasse. Que entrasse dentro dela sem dó nem piedade, no entanto o máximo que conseguia era ficar submissa a toda sedução dele.
“Acalma meu coração” – pedia em pensamento.
Com o tempo seu sorriso se apagou. Andava sem motivos, sem ânimo para nada.
Aos amigos fingia que estava bem, mas no vazio de seu quarto a dor latejava sem pudor.
Luan tinha vinte e sete anos, semelhante ao famoso jogador de futebol Cristiano Ronaldo, quanta beleza. As mulheres cortejavam-no sem mascarar.
“Eu queria te esquecer, mas não tenho forças pra ir embora, pra fugir. Pra te arrancar de mim.”
Naquela noite de tempestade.
Ele chegou encharcado.
Despiu-se depressa, enquanto prontamente ela levou suas roupas para a secadora.
_ Quinze minutos – disse friamente.
Ao retornar no quarto ele estava armado.
A meia-luz.
Silêncio.
Puxou-a depressa e percorreu como bem sabia fazer por aquele corpo torneado.
Ela sentia seus beijos, seus toques, seu cheiro.
Seu volume.
Depois de inúmeras caricias foi penetrada com todo fervor.
Gemidos destruíam o silêncio se misturando com as trovoadas e barulho da chuva forte.
E a cena se repetiu várias vezes pela noite intensa.
E no dia seguinte…
E na semana seguinte…
A cada encontro uma nova emoção que se copiou por vários anos…
Ela já devia saber que tudo acabaria, mas lhe deu o maior sentimento que alguém pode dar.
Hoje vivem em outros braços, outras emoções, outras sensações que não se aproximam em nada das que viveram juntos.

Compartilhar