Vitrines Da Vida

Dez por cento…

Desta vida não se leva nada material.
Lastimoso saber que nem todos raciocinam de tal modo. A ambição vem destruindo os valores humanos.
Dinheiro virou o ar do mundo.
E, algumas pessoas perdidas em seus desejos vivem em busca de tirar proveito de qualquer situação que achar oportuna.
Cristina é uma desta.
Mulher que perde parte do dia avaliando uma maneira de usurpar alguém, tudo isso para manter um padrão de vida fora de sua realidade.
Mas seu dinheiro nunca dá para nada.
Lesa aqui, lesa ali e vive sem qualquer reserva. No limite financeiro.
O tempo vai passando…
Cristina não aprende!
Nunca sequer parou para avaliar suas atitudes e as pessoas que percebem se afastam, já que ela não aceita a realidade – que é de fato uma oportunista!
Para evitar conflitos todos fogem dela – que nem o diabo da cruz!
Amarga a solidão, sua procura – sem admitir que precisa de mudar seu jeito de pensar e de ser na vida.
Ah, quantas pessoas precisam mudar algo em seu viver!
No seu âmago…
Entretanto, preocupam-se muito com a aparência…
A aparência sustenta suas vidas – falidas emocionalmente.
E a vida passa.
Quantas primaveras e verões…
Outonos e invernos…
A máquina humana cuidou tanto das coisas materiais e esqueceu-se de cuidar de si mesma.
As rugas na face!
A beleza perdida nas curvas da estrada da vida.
Tantas desilusões.
Enfim o encontro derradeiro com a morte. A morte nos dá a chance de saber quem somos.
O fim da viagem…
O maior medo é encontrar consigo, se envergonhar de tudo que fez, tudo que foi. Olhar no telão como foi feia a sua vivência. Como foi inútil sua passagem por aqui.
Não evoluiu nada.
Foi reprovada…
Tantas lesões.
Fingiu tanto viver no luxo – mas sempre estivera a Deus dará – com uma mão na frente e outra atrás.
Restou-lhe a esquife – comprada com os dez por cento alheios.

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