Vitrines Da Vida

Sua triste realidade

Ele é feio demais.
Feio que nem o demônio.
De baixa estatura e nível também.
Tem menos de um metro e meio, a pele descuidada, a cor de café fraco, os dentes desalinhados.
Veste-se muito mal, a roupa não ajustada a seu corpo, corpo defeituoso.
Usa um perfume de pobre.
Esses perfumes baratos que matam a gente de tanto espirar.
Tem uma mania de mal gosto e imbecil.
Finge que está falando ao celular, um desses aparelhos do Paraguai que tem diversos recursos, inclusive o de tirar fotos, e tira foto de alguma menina interessante.
Pobre adora essas novidades baratas.
Coloca no seu perfil social a foto da desconhecida e conta a pompa que a pegou.
“Ela é linda, ficou na minha cola” – ilude-se quando questionado.
E o besta da vez acredita, assim como criança acredita em fada madrinha.
Ele não tem senso.
Ele se acha.
É digno de dó.
Sua feiura é tão evidente que dá medo olhar em sua face.
Mesmo assim se arruma do seu jeito.
O que será que pessoas feias pensam ao se olharem no espelho?
Pergunta sem resposta.
Doença sem solução.
Ele precisa cair na realidade.
Sua triste realidade…
Sua falta de beleza.

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