Vitrines Da Vida

Pedra no seu caminho

Filhinho da mamãe.
Com dezenove anos não sabe trocar uma lâmpada.
A mãe é a culpada por isso.
Mulher que não tem condições nem de manter as despesas da casa, vive de aparências, mora num bairro “semi-nobre” e quer ser uma das madames dali, mas pelo seu visual, logo se nota que não passa de uma pobre – pobre iludida.
Seu sonho é ser rica.
Enquanto esse sonho impossível não se realiza ela dribla as situações para conseguir dinheiro.
É uma oportunista.
Onde acha que pode tirar algum proveito financeiro, ataca.
A maior vítima é uma seguradora – ela briga na justiça para receber o seguro de vida do feliz falecido esposo.
Para ele a morte deve ter sido um alívio, pois assim livrara totalmente da gananciosa e sugadora esposa.
Voltando ao filho.
O rapaz gera a dó nas pessoas.
Tem uma fisionomia de peixe-morto.
Entrou no mundo de fantasias de sua genitora e acredita em sonhos em vão.
Não namora, felizes as moças que não o tem.
Não estuda, ilude-se em passar no vestibular, mas nem isso consegue, melhor assim, certamente não teria como pagar a mensalidade.
Não trabalha por vergonha, já que seus amigos são endinheirados, ele também quer se mostrar assim.
E o tempo vai passando.
A infância e a adolescência ficaram perdidas na neblina dos anos.
Em breve nem emprego conseguirá.
O mundo é uma bola que não fica parada.
Parar no tempo é perder o trem da evolução.
Perder a chance de viajar para oportunidades melhores e se destacar na vida.
Quem sabe aconteça um milagre e ele caia na real de que sua mãe não passa de uma pedra sem seu caminho.
Assim ele se libertará das algemas da iludida.

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