A vida vai passando e passa depressa, depois que se torna adulto, o tempo voa feito pipa no céu. E os almejos começam a aflorar e todos rumam aos seus objetivos e sonhos. Um sonho que todo ser carrega é de um amor bem-sucedido, um amor eterno, um amor até que a morte os separe.
Será possível?
Vivem juntos e felizes, desde que trocaram as alianças e fizeram o voto. Um casal aparentemente perfeito, viveram e venceram tantos problemas, tantas situações. Em tudo eles davam um jeito, um jeito só deles e seguiam firmes no amor germinado naqueles corações.
Conheceram-se ainda jovens, com vinte e cinco anos, pessoas tranquilas, de famílias distintas, viveram fases e fases… felizes, boas, tristes, no entanto seguiram de mãos dadas.
Completavam-se, tinham uma sintonia e um cuidado, um carinho recíproco. Na intimidade eram fogo e paixão, se amavam todos os dias e descobriam prazeres bons de sentir.
Agora, quinze anos se foram e as chuvas de verão causaram avarias naquele relacionamento, tipo paredes externas que se descascam com o bater dos pingos. Ele com quarenta anos, vive a crise da idade, a atenção as coisas que deixou de fazer na juventude, porém não se encaixam na vida de alguém casado.
Minha avó sempre dizia – pessoa casada não deve se misturar com pessoas solteiras – eu sempre concordei com ela, afinal solteiros não tem compromisso, não tem que dar satisfação para ninguém e alguém casado convivendo com esse tipo acaba se perdendo e querendo viver aquela alegria da juventude que os anos consumiu.
E foi o ocorrido no casamento dela, o marido mudou em tudo, na forma de se arrumar, na forma de agir, impôs privacidades que antes compartilhavam e resolveu se jogar na vida, aos quarenta como se tivesse vinte anos.
Fora o começo do fim…
Questionamentos…
Descobertas…
Decepções…
Lágrimas…
Agressões verbais…
A violência do fim se apossando da relação e fazendo todo respeito, lealdade e amor evaporar tipo vapor saído de uma panela de pressão.
Um fato interessante – é que as redes sociais e aplicativos de mensagens são as válvulas para o fim, pois neles se descobrem as traições.
Amor tão bonito ofuscado pela inconsequência de um.
De costas para outro – dorme.
Não há afeto, há agonia.
Dor.
Medo…
Insegurança…
O temor da solidão.
O receio do vazio na cama.
A sensação de que tudo foi um tempo perdido.
A fogueira se apagou – com a água gelada jogada por más companhias.
É hora de arrumar as malas.

