Vitrines Da Vida

Nada do que disse

Gostava tanto dele que criou uma personagem para se manter por perto.
E há meses conversavam no MSN.
Suas vidas estavam expostas.
A dele, principalmente.
Ela não era nada do que dizia.
Usou a foto de uma amiga para maquiar sua verdadeira aparência.
Usou um nome falso.
Apaixonaram-se sem querer.
Agora, chegara a hora do encontro.
Ela não sabia como ir, mas iria nem que fosse para apreciá-lo de longe.
Foi o que fez.
No horário marcado estava no shopping em frente a livraria esperando-o aparecer.
“Qualquer duvida, estarei de camisa verde”.
Era um jovem bonito, de estatura média, pele clara, corpo bem distribuído, todo natural. Seus olhos castanhos causava paz no coração.
Quantos jovens belíssimos, de camisa verde, apareceram nos dez minutos seguintes.
Fitou-o seu amor virtual.
Como era bonito, mais ainda do que na foto.
Conteve a vontade de se aproximar, abraça-lo e beijá-lo com efervescência.
Foi para um canto, pegou o celular e discou.
Observou ele atender, apreensivo, a ligação.
Foram quinze minutos de espera.
Para ele decepção pelo “bolo” que levara.
Para ela a tristeza de não ter sido nada do que diz.
No mesmo dia voltaram a se comunicar no MSN.
Ele ficou indiferente por alguns minutos, mas logo ela reverteu a situação com promessas e palavras de amor.
Carente ele cedeu.
E começaram tudo de novo…

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