Com os olhos fixos na tela do seu smartfone, onde via os seus influenciadores favoritos a partilhar as suas vidas perfeitas, Ryan passava os dias, jovem inteligente e cativante. O sonho de ser um deles consumia-o. Passava horas a fio a criar conteúdo, a tirar fotografias, a gravar vídeos, a editar e a pensar em legendas cativantes. A sua conta de Instagram, outrora um simples álbum de recordações com amigos, transformou-se num projeto sério. Cada like, cada comentário, cada novo seguidor era uma pequena vitória que o impulsionava a continuar.
Os seus pais, embora o apoiassem, mostravam alguma preocupação com o tempo que dedicava a este sonho.
— Ryan, não esqueça dos estudos — dizia a mãe.
E o pai acrescentava:
— Ser influencer é um trabalho incerto… você tem de ter um plano B.
Contudo, Ryan estava determinado. Via o sucesso ao alcance das mãos, bastava apenas um vídeo viral, uma colaboração com uma marca conhecida, ou ser notado por um grande influencer.
A vida dele aos dezoito anos, era um equilíbrio delicado entre a rotina de estudante e a paixão por ser influencer. Os trabalhos de casa eram muitas vezes feitos à pressa para dar lugar à criação de conteúdo. As saídas com amigos eram planeadas em função das oportunidades de tirar fotografias ou gravar vídeos para o seu feed. O cansaço constante, mas a energia que o sonho lhe dava era maior.
Ele sabia que o caminho não seria fácil. Via os comentários negativos, as críticas, a dificuldade em crescer numa plataforma saturada, porém a sua resiliência era forte. Acreditava no seu potencial, na sua criatividade e na sua capacidade de ganhar o público.
Ryan não era somente um jovem com um sonho; era um jovem a lutar por ele, a construir o seu futuro, um post de cada vez.

