Amar muito é carregar no peito um sol,
mesmo quando o céu insiste em chover.
É sentir o coração transbordar sem pedir licença,
como um rio que não sabe se conter.
É olhar para alguém e enxergar o mundo,
mesmo que o mundo esteja em silêncio.
É achar abrigo no toque,
e tempestade na saudade.
Amar muito é perder um pouco o rumo,
mas ganhar um universo inteiro.
É ter medo — e ainda assim ficar.
É se doar — e ainda assim sentir-se cheio.
É viver com o peito aberto,
sabendo que pode doer,
mas acreditando, com uma fé quase teimosa,
que o amor vale sempre a pena renascer.

