Vitrines Da Vida

Tempos de tristeza

As pessoas andam preocupadas demais com seus problemas e não conseguem olhar ao redor.
Tantos pedidos de socorro.
Essa semana fiquei indignado com o que vi.Estava passando pela Praça Sete que por sinal virou o amparo dos desempregados, desocupados, hippies, moradores de ruas, pessoas esperando o tempo passar.
E ali naquela espécie de palco o show da vida real acontece sem cessar – dia e noite – noite e dia.
Resolveram fazer um churrasco na praça, hippies e moradores de rua.
Sem muitas condições até de viver – estavam ali a mercê do tempo, felizes pelos míseros pedaços de carne de terceira que ganharam sabe-se lá quem.
Quem fora o ser misericordioso que os presenteou?
A grade do escoamento d’água tornou-se útil – tornou-se uma grelha.
Ali, assavam felizes, o melhor presente que ganharam nesses últimos tempos.
Tempos de cólera.
Tempos de tristeza.
Tempos em que se sentem lixos humanos – nada mais.
Mais que estará disposto a destinar sequer um olhar para esses seres?
Políticos? Não, pois são ocupados demais e também política não é algo assistencial.
Resta-os viver sem motivos.
Ao relento.
A espera da sorte ou da morte.
Vencem a fome com uso de substâncias entorpecentes ou bebidas alcoólicas.
Escondem do frio nos jornais velhos com as notícias de um passado não muito distante – os desgostos da sociedade – crimes, assaltos, drogas e lamentações.
E acordam a cada amanhecer com uma quimérica esperança de que algo novo aconteça.
Indigentes até compreendemos sua decadência.
Porém os hippies são pessoas misteriosas que largam um bom lar, uma boa família e caem na sujeira da vida em todos os sentidos – quantas vezes nos perguntamos – por que escolheram viver assim?
Melhor nem buscar respostas – assim como indagações a tantas coisas nesse louco mundo chamado terra.

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