Vitrines Da Vida

Pelo menos, hoje

A indecisão de sentimentos há anos escolta Polônia. Mulher de beleza acentuada, resolvida e independente.
Amou seu amor com toda dedicação. Submeteu-se a situações que deixa qualquer pessoa desconfortada.
Parecia um animal de estimação, submissa a vontades e desejos de seu frio amado. Ele é um homem muito desagradável e reconhecer isso, talvez, é o fim da ilusão vivida. Quanta sofridão amar aquilo.
Mas o tempo…
O tempo fê-la cair na realidade.
Sentiu dor e alívio.
Verteu lágrimas e libertou-se da prisão.
Agora, ele vai viver sozinho, vai conhecer a solidão também.
Continuaria na sua vidinha medíocre. No seu mundo insignificante. Com seus falsos amigos. Com suas orgias discretas. Impar!
Continuaria com seu exclusivismo…
Sua impassibilidade.
Sufocaria-se com seus desvarios. Seus segredais problemas.
Suas aleivosias e seus martírios.
Quem sabe, assim, sinta falta dela.
No entanto, Polônia não vai mais se importar – tomou vergonha na cara.
Enfastiou de ser escrava.
Exaustou de largar tudo e ir somente quando ele precisava.
Acabou o jogo…
Pelo menos, hoje, Polônia pondera assim.
Acredita que acordará amanhã com o coração vazio.
E continuará com ele vago até encontrar de fato um legítimo amor.

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