Vitrines Da Vida

O gosto da traição

História de amor é sempre igual.
No começo um olhar sedutor…
Os envolvidos precisam encantar um ao outro.
Após a aproximação, o beijo profundo, o abraço aconchegante e em alguns casos a cama.
E assim começa o namoro. Mensagens via celular, várias ligações rápidas no decorrer dos dias e nas noites os encontros providos de todo romantismo sonhado. Mas com o tempo o desejo vai passando e olhos passam a observar ao lado. Muitas vezes o sentimento se divide, pois fica mais interessante ter um relacionamento sério e um amante para realizar-se em outras dimensões. Então, o namoro tão ansiado no início cede lugar a um vazio imenso. A necessidade de ser tocado e tocar um outro alguém… experimentar o beijo saboroso da traição.
Com Leila e Tiago acontecera assim…
Se conheceram numa noite chuvosa, ambos já molhados da chuva fria, ficaram lado a lado embaixo de uma marquise. O vento soprava e a chuva insistia em molhá-los. Tiago foi quem puxou assunto, ele tremia de frio, os dentes chegavam a bater. Leila que há muito tempo estava sozinha – o namorado anterior a trocou por um amigo em comum – deu  atenção a Tiago. Notou seus olhos negros que mesmo no escuro brilhavam. Sem explicação, quando perceberam estavam abraçados. O calor dos corpos vencia o frio. O beijo foi sensacional. Ficaram até sem ar tamanho o desejo que sentiam. Ali mesmo, em pé, discretamente se amaram. Foi uma relação rápida e que deixou um gosto de quero mais.  No dia seguinte já estavam namorando como se tivesse meses.
E as relações rápidas se repetiam em locais proibidos.
Ambos ficavam fascinados a cada dia. Ah! Nem precisaram encantar um ao outro. Mas os telefonemas, as mensagens e os gestos de romance faziam parte da rotina deles.
Mas Tiago queria mais. Suas aventuras rápidas tornaram-se um vício incontrolável. Todas as noites ao tocá-lo, Leila sentia em seu beijo o gosto amargo da traição.
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