Vitrines Da Vida

Em silêncio fúnebre

Chegou de repente, em sua vida.
Jovem tão dócil e interessante. Bem jovem mesmo.
Por casualidade da vida tinham que conviver dia a dia.
E isso tornou-se seu tormento.
Apaixonou-se sem noção. No começo não queria, não podia.
Quando percebeu estava caída de amores. Frente a ele perdia o ar.
Em seus momentos mais importantes lá vinha ele atormenta-la
Laura convivia com esse dilema como se fosse o pior de sua vida.
Algo fácil de resolver. Era chegar e se declarar. O máximo que poderia ocorrer – seria um não bem sublinhado.
Porém amar assim deixava-a também viva.
O amor faz o sol aparecer mais brilhante.
O amor faz as cores mais vivas.
Traz um calor sensacional no peito.
Causa um frio incomensurável na barriga.
Faz a pessoa se cuidar mais.
O amor, ah o louco, temido, sofrido… o amor faz tantas coisas.
Tudo se complica quando ele junta com a paixão.
A paixão faz perder a razão.
Tantos lamentos.
Tantas dores que não tem analgésico que cure.
Laura amava-o com paixão.
Seguia contando o tempo para ter sua doce companhia. Ao lado dele – nem sabia explicar o que sentia. O tempo podia parar. A água secar e o sol raiar… nada importava.
Doces e amargas lembranças… doces e amargos momentos!
Mas acima de tudo um degustante sentimento.
Conheceu-o num dia de verão. Final de ano… época em que todo mundo anda correndo para lá e para cá.
Ele somente a tem como amiga, talvez. Creio que não teve sensibilidade para enxergar seus sentimentos.
“Sou o que você precisa. Nós dois sabemos bem disso. E eu sempre amarei você! Eu sempre amarei você! Espero que a vida te trate bem. Espero que você tenha tudo, tudo o que você sonhou.Te desejo diversão e felicidades, mas acima de tudo, eu te desejo amor… o meu amor.”
E prossegue amando-o.
Em segredo…
Em silêncio fúnebre…
Esperando que perceba o quanto quer, o quanto pode fazê-lo feliz.

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