Vitrines Da Vida

Durante aquela noite cálida

Tornou-se uma pedra em seu sapato.
Depois de tanto amor sentido, nada restou a não ser a vontade de sumi-la do mundo.
E foi o que fez.
A presa tinha que ser chamada discretamente para o local do ritual – a morte.
Conheceram-se após um grande evento do qual ele participava. Homem atraente, de profissão de ênfase na sociedade, sempre preenchia as páginas das revistas e dos jornais de grande circulação.
Logo, estavam dentro um sofisticado motel.
Saboreavam todo prazer oferecido pela atração dos corpos.
Ela se entregou totalmente e o ato se repetiu muitas vezes durante aquela noite cálida e nos seis meses seguintes.
Depois de alguns dias, sem se encontrar, ela telefona para informar sua felicidade – pois, estava grávida.
E mais de um ano se passou.
Tornaram-se amantes.
Amantes abrasadores…
Amantes perversos.
Ele já completara quase seis anos de casamento, mas essa amante lhe trouxe sensações inéditas na cama.
Mantinha as duas relações – o perfeito casamento – e o trágico caso extraconjugal.
Porém, existem, certas coisas que não podemos domar e a artimanha do destino é uma.
A amante perdeu todo controle e começou a pressioná-lo a dar uma boa pensão para o filho e também assumi-la, já que a tinha há dois anos, pra que manter o casamento? O que não tinha conhecimento que no casamento ele era feliz demais.
A amante foi somente um passatempo, algo para satisfazer o instinto masculino. Uma transa diferente para sentir-se melhor e ter papo diante dos amigos.
Levou para um sítio com algumas pessoas de confiança.
Depois de usá-la pela última vez, entregou-a a eles.
Foi abusada.
Foi surrada.
Foi morta.
E ele continua destaque nas colunas dos jornais, no entanto na coluna policial como suspeito do desaparecimento da amante.

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