Vitrines Da Vida

Dezembro

Dezembro, região sudeste, chuva quase que o tempo todo.
Isso torna o dia nubiloso…
A paixão invade os corações desertos.
De tal modo aconteceu com Gustavo e Sarah.
Ele com exatos vinte anos, beleza curtida demais. Jovem pacífico, figurado.
Conheceram-se, no shopping, por acaso.
Estavam de frente a vitrine da mesma loja apreciando a coleção.
Ao se esbarrarem, somente um sorriso surgiu pedindo desculpas.
No andar abaixo, se cruzaram, de novo.
E enfim, outra vez, no estacionamento.
_ Você está me seguindo – disse juntos.
E caíram na gargalhada.
Foi assim que tudo começou.
A troca dos números de telefones.
O encontro no dia seguinte.
Um beijo.
Um abraço.
Nada mais.
Apaixonaram-se sem razão.
Nunca experimentaram extensa paixão.
O tempo ia passando…
Um mês após o outro.
E contavam as horas pra se veem.
Gustavo tinha alguma coisa que a fazia tão bem, tão feliz, tão completa.
De repente, estavam num quarto de motel.
Abraçaram-se por um alongado tempo.
Os beijos esfomeados.
Os toques ousadíssimos.
Em cada peça de roupa retirada – dele – dela – uma sensação impossível descrever.
Tocou-o com a boca sentindo sua pele veludosa.
Conheceu o cheiro de seu suor embaralhado ao seu fascinante perfume. Apertou seu volume rígido e sentiu um frio no âmago. Dele somente se ouvia – suspiros, como se implorasse algo…
Sarah deixou com o que o desejo apossasse de si. Sua boca percorreu – toda a bela paisagem: pescoço, tórax, abdome, virilha, alcançou o seu  alvo.
Gustavo bramia de satisfação.
Conheceram uma emoção irracional.
A explosão foi inevitável.
Gustavo impulsivamente jogou-a na cama.
E fez tudo que fantasiou durante mais de um ano.

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