Vitrines Da Vida

A praça

As praças ainda são sinônimos de romantismo.
E todo fim de tarde comprova-se isso ao passar por uma aqui em Belo Horizonte. A fonte, as luzes amareladas, as flores, a grama, o cheiro das árvores, tudo colabora para um clima mágico. Nos bancos vários casais se abraçam e se beijam. Sentam-se frente a frente e os olhares apaixonados fazem o resto.  Casais de diversas idades, adolescentes, jovens e adultos, todos tentando romancear o máximo seu relacionamento.
E os carinhos e carícias ousam por lugares onde não deviam ir.
Enquanto isso, algumas pessoas fazem a rotineira caminhada para manterem-se em forma. Outros passeiam com seus cachorros. Em um canto alguns moradores da rua dormem fugindo da fome e da realidade triste. Ali se vê um pouco de tudo.
A solidão também marca sua presença nos olhares dos desacompanhados. Um leve gostinho da inveja surge feito água na boca ao desejar algo bom.
Diante disso tudo, o amor é saciado ao som de uma música clássica…
Para alguns um luxo… uma nostalgia. Uma cultura passada de geração em geração…
Para outros uma banalidade, um programa de pobre.

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