Gatos

Nosso Gatinho Preto

Amamos gatos, como já relatei anteriormente, trata-se de um animal amável e amigo.
Compramos Frajola no Mercado Central.
Na realidade é lastimável passar por aquele corredor e ver tantos animais maltratados, encaixados em locais inadequados. Misturados uns aos outros, ou seja, cachorros, coelhos, gatos, galinhas, hamsters, porquinhos-da-índia e um monte de aves de espécies diferentes. O cheiro é horrível, o calor é intenso demais. Ficam engaiolados e enjaulados sem alimentação, em meio a fezes e urinas. Ao passar por ali, logo um cachorro ou um gato nos lança um olhar pedinte – me leva para casa. Infelizmente têm pessoas que fazem deles meras mercadorias. É como se vendessem um produto qualquer.
Mas voltando ao Frajola – ele era muito pequenino, cabia na palma da mão. Pretinho, pêlo brilhante, olhinhos carismáticos. Grudento, logo, logo estava atrás da gente para lá e para cá. Miava o tempo todo, querendo nos dizer algo… pedindo sua mãe?… pedindo ajuda?…
Os outros gatos – Bibi, Gasparzinho e Bravinho – embora no início se mantivessem receosos, o que é natural do comportamento dos gatos, em poucos dias já se se acostumaram com ele. Frajola era ainda um bebê, sequer sabia se alimentar ou usar a caixa de areia, hábito normal para um gato a partir de um mês de vida, esse fato nos gerou a impressão de que ele tinha somente uns vinte dias. O comerciante não teve a sensibilidade de deixá-lo se fortalecer com a amamentação, a ganância em vendê-lo por míseros R$ 20,00, o fez cometer um ato desumano, um assassinato em série, porque Frajola tinha mais três irmãos que permaneceram no local descrito acima sabe-se lá por quanto tempo ou quem sabe – também já não voltaram para a natureza, assim como Frajola que hoje dia 12 de março de 2008 partiu, depois de nos fazer companhia durante onze dias.
Enfim, fica aqui uma indagação: vender animais não se assemelha ao mesmo ato de vender um ser humano?
Somos todos seres vivos.
Somos todos parte da natureza

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